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CONCELHO DE FAFE

 
 

O concelho de Fafe estende-se por uma área de 224 Km2, situando-se num planalto cuja altitude se aproxima em média dos 562 metros, chega a atingir  pontos na ordem dos quase 900 metros. Com uma população que se aproxima dos 55 mil habitantes, Fafe inscreve-se em pleno Verde Minho, mais concretamente na sub-região do Vale do Ave, de que o mais importante afluente, o Vizela, nasce no território  do município.

Como qualquer outro concelho do Vale do Ave, Fafe teve grande propensão para a emigração. Na realidade, o séc. XIX marcou as terras de Fafe, sobretudo com a forte  incidência emigratória para o Brasil, na época a terra mais apropriada, à procura de fortuna. Muitos destes emigrantes transportariam para Fafe as suas economias (muitas) aplicando-as na construção de belos edifícios e palacetes.

Os anos sessenta marcaram outra fase de grande emigração, nomeadamente na corrida para os países da Europa onde a mão-de-obra era escassa - Alemanha, França, Bélgica, Suiça e Luxemburgo. Em menor escala, a África do Sul, o Canadá e a Venezuela receberam emigrantes destas terras, ainda que para o Brasil se fossem registando amiudadas deslocações.

O movimento emigratório operou grandes transformações nos "usos e costumes" dos fafenses, de um modo particular no pensamento, na economia e na cultura, que permitiu um significativo progresso no crescimento económico, fruto das transferências de capitais e sua aplicação. Estas mudanças e a "importação" de culturas e pensamentos diferentes, operaram realizações de vulto, sendo disso um bom exemplo a têxtil do Bugio e a Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe, que ao tempo, foram pioneiras em organização, gestão e produção, constituindo grandes pólos de emprego e riqueza local, bem como grande atracção demográfica, na medida em que na freguesia de Fafe se instalou gente de diversas zonas do concelho e de concelhos vizinhos. Graças à instalação da têxtil, o concelho sentiu o crescimento da sua riqueza e, por conseguinte, viu melhorar o poder económico das famílias.

Em Fafe, os visitantes encontram diversos motivos de interesse histórico digno de serem apreciados, nomeadamente as edificações caracterizadas por uma arquitectura e decoração de "gosto brasileiro" conseguidas pelos emigrantes que no Brasil fizeram fortuna e aplicaram os seus capitais; a Casa do Santo Novo, magnífico solar da segunda metade do século XIX, onde hoje está sedeada a Casa Municipal de Cultura, que representa uma belíssima construção onde sobressaem os azulejos e a cantaria; as casas brasonadas em Calvelos e a do Santo Velho (esta com capela), dizem-nos da sua ligação a famílias abastadas que hoje já não habitam por cá; a Igreja Matriz, cuja fachada barroca e as duas torres datam dos finais do séc. XVIII; O Crasto de Santo Ovídio, que constitui, sem dúvida, o local historicamente mais referenciado; o Jardim do Calvário, mandado edificar com dinheiros do Brasil por um ilustre fafense, que representa o lugar mais pitoresco do centro da freguesia da cidade; a Igreja Nova de S. José, cujo início de construção data dos finais do séc. XIX, teve na sua essência capitais amealhados no Brasil e se distingue pela arquitectura gótica, com extraordinário trabalho de cantaria em granito; o edifício do Teatro-Cinema, recentemente adquirido pela Câmara Municipal de Fafe que marca uma das mais significativas e importantes referências culturais da cidade, para além de representar também um bom motivo de interesse arquitectónico e turístico; o próprio edifício dos Paços do Concelho é uma óptima referência para uma visita, mormente o seu interior, onde sobressai um vitral de cores vibrantes, representativo da história municipal e das principais actividades agrícolas do concelho. Este vitral tem ainda representado o brasão do concelho, o escudo real e a figura de D. Manuel I, empunhando um listel com a inscrição "1513 - Foral de Dom Manuel concelho de Monte Longo". De uma e outra ala poder-se-ão ver representações de fainas agrícolas, cenas de pastorícia, da vida escolar e religiosa, bem como de romarias minhotas e folclore rural.

Outros edifícios dignos de visita são o Palácio da Justiça, ainda que a sua construção seja mais recente; e o Hospital de S. José, este de construção sóbria datada de 1860.

No capítulo do turismo religioso, de destacar o culto e fervor de fé presentes nas festas em honra de Nossa Senhora Antime, espelhado no considerável número de visitantes registado na ocasião.

A Igreja Românica de Arões (Monumento Nacional), A Igreja de S. Gens e a Igreja Matriz (na cidade), são os mais significativos e importantes. Para além de que são alguns os vestígios encontrados da civilização romana.

Na cidade pode apreciar-se o Monumento aos Mortos da Grande Guerra; o Monumento à Justiça de Fafe; o Monumento ao Bombeiro e o Monumento ao 25 de Abril de 1974. Nas proximidades da freguesia da cidade situam-se o Monumento ao Empresário e o Monumento ao Futuro. Duas obras de recente execução e bonita arquitectura.

As Feiras Francas e as Festas da Cidade, que são muito apoiadas pela Associação Empresarial de Fafe, são duas realizações de vulto que chamam à cidade milhares de forasteiros que gostam da diversão, do negócio e de apreciar a boa cozinha e o espirituoso verde da região.

Para informação complementar consulte: www.cm-fafe.pt


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